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sexta-feira, 4 de março de 2016

Celular na sala de aula: problema ou solução

Hoje, recebi por email, em um grupo de discussão que participo, um artigo muito interessante sobre o uso do celular em sala de aula. Por ser um assunto que gera muitas discussões e contradições resolvi ampliar o assunto aqui no meu blog.

Em seu artigo, a autora e psicopedagoga, mostra-se incomodada com uma imagem que visualizou na internet e levanta uma questão que deve ser analisada por professores e gestores da área da educação.

"Será que os professores não percebem que criar limitações ao uso dos aparelhos é "nadar contra a maré"? "

(imagem visualizada pela professora)
(Fonte: http://www.edupp.com.br/app/uploads/2016/03/celulares-na-caixinha.jpg)

Ao fazer esse questionamento a professora e psicopedagoga sugere algumas atividades para que o aparelho não seja considero um vilão, mas possa ser enxergado como um aliado.

Vou citar parte do artigo para que entenda melhor do que estou falando.

A escola pode usar os smart phones para trabalhar conteúdos e deixar os alunos mais interessados.
Por exemplo, o professor de Língua Portuguesa pode sugerir que os jovens baixem o aplicativo kindle para poderem ler livros pelo celular. Isso pode acontecer desde o Fundamental I até o Ensino Médio e Superior.  Como os aparelhos possuem câmeras, realizar atividades com fotos tiradas pelos próprios alunos pode ser interessante para os  trabalhos escolares. O mesmo em relação aos vídeos . Os jovens podem produzir documentários, entrevista e pequenas produções a respeito de temas do currículo ou de conteúdos de determinada disciplina.
Alguns aplicativos, como o watts app, permitem a interação e a colaboração entre colegas de uma mesma classe, que podem compartilhar ideias e arquivos para a realização de atividades. Há alguns dias eu estava em casa e minha neta de 15 anos, ao celular. Fui chamar sua atenção alegando que devia estar estudando e fui surpreendida quando ela me mostrou que estava trabalhando em grupo, com mais 3 colegas, por mensagens de áudio pelo watts app. A outra neta, de 9 anos, veio se queixar comigo porque seus colegas têm celular com 4g e o dela não possui esta funcionalidade. Portanto, em nossa vida, celular, smarth phones e internet estão dentro de casa !
Pais e professores utilizam celulares em suas casas e em seus ambientes de trabalho. As crianças e jovens são presenteadas com os aparelhos, pelos pais e não podem usá-los na escola ! Eles participam de uma sociedade que estimula a comunicação, na qual a informação está disponível com imediatismo na internet e não podem fazer uso destes recursos no processo de aprendizagem porque a escola não permite. Imagine se o professor está dando aulas, um aluno tem dúvidas e usa seu smart phone para pesquisar no google  ! Seria um problema ? Depende do professor e da situação. Se a escola investir em mudanças de atitudes, o professor poderia indicar o tema da aula, pedir aos alunos que pesquisem na internet em seus celulares , organizar as informações obtidas e depois expor o assunto no ponto de vista que  é relevante para a turma. Sim, porque hoje em dia, a informação está disponível em abundância, mas informação relevante…. só o professor é capaz de selecionar e explicar aos seus alunos e demonstrar que aquelas disponíveis na internet trazem diversos pontos de vista sobre o mesmo assunto, analisando com eles quais seriam os mais pertinentes
Os alunos sabem usar o celular para as coisas básicas ( enviar mensagem, tirar fotos, etc) , mas os professores podem ensinar-lhes a fazer uso educativo dos aparelhos, explorando as práticas comunicativas, os diálogos e os recursos que esta tecnologia oferece, de maneira controlada.
Tudo que é proibido é tentador. Quanto mais se proibir o uso de celulares e smarth phones em sala de aula, mais os alunos encontrarão meios de burlar as regras. É necessário que a escola e o professor se abram para o que está evidente  na sociedade e no mundo de hoje e as práticas comunicativas sociais passam pelo uso dos celulares. Portanto, vamos abolir a ” caixinha ” e permitir que os jovens usem celulares e smarth phones  em sala de aula.
Essa é a parte final do artigo, mostrando a importância da abertura de abrir as "portas e janelas" da escola para a tecnologia. Pensar alternativas, estratégias e possibilidades de inserir o celular no lócus escolar e pensar em transformar o mundo da escola num mundo de verdade.

Obs.: Sugiro a leitura na íntegra do artigo no site da professora. 
Para ler o texto clique aqui.

Abraços a todos!

Aula de Integração das Mídias - Assunto Tecnologia

Quando pergunto aos alunos das turmas de 1º ano do Curso Normal da Colégio Estadual Dr. Artur Vargas o que é tecnologia, a resposta da grande maioria é: celular, computador, eletricidade.

Muitos não se dão conta que a tecnologia é a simples escova de dente que usam, o palito de fósforo, entre outros.

O site significados.com.br traz uma definição muito interessante sobre o assunto:

Tecnologia é um produto da ciência e da engenharia que envolve um conjunto de instrumentosmétodos técnicas que visam a resolução de problemas. É uma aplicação prática do conhecimento científico em diversas áreas de pesquisa.
(Fonte: http://www.significados.com.br/tecnologia-2/)

A tecnologia tem seus avanços tão rápidos. Que muitas vezes relacionamos a tecnologia a modernidade, esquecendo daquilo que é mais simples e que está a nossa volta.

Para enriquecer o estudo sobre o assunto nas turmas citadas acima, foi sugerido um trabalho de apresentação das tecnologias. 

Os grupos deveriam escolher alguma máquina, instrumento ou ferramenta antiga e atual, explicando como a antiga funcionava e como avançou até o momento atual para apresentar à turma.

Abaixo estão algumas fotos do que foi apresentado pelos grupos em nossa última aula:

Máquina de escrever / computador

Máquina de escrever / computador

Bússola / GPS


 
                                       Vitrola / Caixa amplificadora com cartão de memória



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quando faz sentido publicar as escritas dos pequenos?

Ao visitar o site http://gestaoescolar.abril.com.br, encontrei uma postagem do blog Coordenadoras em Ação, de Eduarda Diniz Mayrinkk, e Leninha Ruiz, formadora na área de Educação Infantil. Neste blog achei muito interessante uma postagens das autoras com o título "Quando faz sentido publicar as escritas dos pequenos?", mesmo título que inseri nessa postagem. 

No tempo que trabalhava com a disciplina Educação Infantil no curso Normal da Rede Estadual, está era uma pergunta constante de minhas alunas, muitas não sabiam se deveriam escrever sobre a escrita não alfabética da criança e também o deveriam fazer com os trabalhos para que os mesmos despertassem mais vontade nas crianças de continuar suas produções.

Achei interessante a postagens das autoras acima porque concordo com a ideia apresentada. Abaixo transcrevo parte da postagem da Lenira que considerei muito significativa, apresentando também, duas imagens da experiência da autora. 

Mais abaixo divulgo o endereço para que vocês possam conhecer melhor essas autoras e ver a publicação na íntegra. 

Um forte abraços a todos!!!



"...é importante permitir que as crianças bem pequenas escrevam do modo delas e segundo as próprias ideias."

"Ter um mural para expor o que as turmas produziram é algo bastante comum na maioria das escolas. Nele, vemos desenhos, pinturas, fotos dos pequenos e resultados de pesquisas das crianças realizadas ao longo do ano. Tudo isso é muito válido e pertinente, porque dá vida à instituição, documenta e comunica o trabalho pedagógico e valoriza tudo o que é produzido. Entretanto, quando vejo apenas textos feitos pelos professores, como explicações de imagens, etiquetas ou textos informativos, penso que a escola perdeu uma grande oportunidade de mostrar a escrita dos pequenos – ainda que elas não sejam alfabéticas – numa situação de prática social real, ou seja, num momento que faz sentido escrever para comunicar as descobertas."

"Até hoje, ainda há muito receio em mostrar e publicar o que é produzido pelos pequenos. Acredito que seja porque existe a ideia de que as famílias vão achar estranhos os primeiros escritos dos filhos e entender que tais textos não cumpriram a função de comunicar algo. No entanto, para rebater esses argumentos é preciso ter e deixar claro que aprender a escrever é um processo longo e complexo e cada produção exige muita reflexão. Para chegar a uma escrita alfabética, todos constroem hipóteses, as superam e avançam."

"As crianças sabem que escrevem de maneira diferente dos adultos alfabetizados e perguntar para elas o que escreveram antes de expor a atividade ou quando o professor quer deixar registrado para acompanhar a evolução das produções é muito pertinente."

Sobre essa última citação transcrita acima, recordo-me de algumas experiências que vivi, quando minha filha estava nesta fase das garatujas, onde nada que escrevia fazia sentido. Percebi que cada vez que indagava sobre suas hipóteses de escrita ela me explicava de maneira diferente. Todas as vezes que perguntava sobre o que estava "escrito" ao lado de seus "desenhos escritos", ela me dizia coisas diferentes sobre os mesmos. 

Achei válido não escrever do lado da palavra escrita por ela, porque a criação dela se modificava constantemente. Em alguns momentos tinha um sentido, algum tempo depois se modificava. 

Acredito que a vivência dela permitia que sua "escrita" ganhasse outros sentidos, de acordo com as experiências por ela vividas. Era como que seu vocabulário se ampliasse e suas ideias se expandissem. Era um barato rever com ela cada produção!

Finalizando o pensamento da autora...

"Se a escola compartilha constantemente com as famílias como ocorre o processo de aquisição da linguagem escrita e expõe sempre o que é produzido pelos pequenos, certamente estará valorizando as produções e validando cada fase ou hipótese das crianças."

Concordo com a Lenira, que é preciso compartilhar esse processo com a família. Acompanhar todo esforço cognitivo realizado pela criança, faz com que o sucesso de chegar a fase alfabética, seja valorizado ainda mais pela criança. Visto que, a alfabetização é um processo complexo, que exige paciência e dedicação de todos os envolvidos.

Veja as fotos compartilhada pela autora

Publicar as escritas das crianças é muito válido e pertinente, porque dá vida à instituição, documenta e comunica o trabalho pedagógico (Foto: Leninha Ruiz)

Escritas não alfabéticas com o recurso da transcrição: As crianças pesquisaram sobre castelos e produziram esse cartaz para o mural da escola (Foto: Leninha Ruiz)

Imagem e texto retiradas do site: 
http://gestaoescolar.abril.com.br/blogs/coordenadoras/2015/06/23/quando-faz-sentido-publicar-as-escritas-dos-pequenos/

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Objetivos de Aprendizagem

A primeira contribuição tem como assunto principal "os objetivos de aprendizagem" 

Tenho estudado sobre o assunto e considero de grande valia ampliar as discussões sobre esse tema.
 
Inicio nossa reflexão com um vídeo muito interessante do profº João Mattar, que analisa os objetivos de aprendizagem na educação, citando sua preocupação com os objetivos pré-definidos antecipados ao processo de construção do conhecimento.





Explicando a Taxonomia de Bloom...


No vídeo sobre Objetivos de Aprendizagem o profº cita a Taxonomia de Bloom. Durante meu período de formação em Pedagogia na Universidade Federal Fluminense, muito ouvi falar desta taxonomia e confesso que me deu subsídio em vários momentos de minha vida profissional, quando pensava nos objetivos da minha aula e nas estratégias que utilizaria para alcançá-lo.

Abaixo compartilho um texto que encontrei na rede, o qual considero bem explicativo e acho que poderá esclarecer àqueles não conhecem essa ideia de Bloom o que são os objetivos da aprendizagem. 

A Taxonomia de Bloom
Paula de Waal e Marcos Telles - Agosto, 2004

Benjamin Bloom liderou um grupo formado pela American Psychological Association para criar uma "classificação de objetivos de processos educacionais".

O primeiro passo para a definição dessa taxonomia foi a divisão do campo de trabalho em 3 áreas não mutuamente exclusivas:
- a cognitiva, ligada ao saber,


- a afetiva, ligada a sentimentos e posturas e


- a psicomotora, ligadas a ações físicas.

A Área Cognitiva
Normalmente, quem fala na Taxonomia de Bloom refere-se ao trabalho intitulado "Taxonomia e Objetivos no Domínio Cognitivo" que foi o primeiro a ser publicado (1956).
Ali, Bloom classifica os objetivos no domínio cognitivo em 6 níveis que, usualmente, são apresentados numa seqüência que vai do mais simples (conhecimento) ao mais complexo (avaliação); cada nível utiliza as capacidades adquiridas nos níveis anteriores. As capacidades e conhecimentos adquiridos através de um processo de aprendizagem são descritas por verbos.
Assim, os objetivos de aprendizagem de um curso, or exemplo, podem ser definidos com o auxíliuo do quadro abaixo:


Taxonomia de Bloom

Área Cognitiva


níveis



objetivos



capacidades a adquirir

- conhecimento

lembrar informações sobre: fatos, datas, palavras, teorias, métodos, classificações, lugares, regras, critérios, procedimentos etc.definir, descrever, distinguir, identificar, rotular, listar, memorizar, ordenar, reconhecer, reproduzir etc.
- compreensão



entender a informação ou o fato, captar seu significado, utilizá-la em contextos diferentes.classificar, converter, descrever, discutir, explicar, generalizar, identificar, inferir, interpretar, prever, reconhecer, redefinir, selecionar, situar, traduzir etc.
- aplicaçãoaplicar o conhecimento em situações concretasaplicar, construir, demonstrar, empregar, esboçar, escolher, escrever, ilustrar, interpretar, operar, praticar, preparar, programar, resolver, usar etc.
- análiseidentificar as partes e suas inter-relaçõesanalisar, calcular, comparar,
discriminar, distinguir, examinar, experimentar, testar, esquematizar, questionar etc.
- síntese
combinar partes não organizadas para formar um todocompor, construir, criar, desenvolver, estruturar, formular, modificar, montar, organizar, planejar projetar etc.
- avaliaçãojulgar o valor do conhecimentoavaliar, criticar, comparar, defender, detectar, escolher, estimar, explicar, julgar, selecionar etc.

A Área Afetiva
Os objetivos de aprendizagem considerados na Área Afetiva estão ligados a idéias como comportamento, atitude, responsabilidade, respeito, emoção, valores.
Seguindo o modelo adotado para a área cognitiva, os objetivos são descritos por verbos.


Taxonomia de Bloom

Área Afetiva


níveis



objetivos



capacidades a adquirir

recepçãodar-se conta de fatos, predisposição para ouvir, atenção seletivadar nome, descrever, destacar, escolher, identificar, localizar, manter, perguntar, responder, seguir, selecionar, usar etc.
respostaenvolver-se (participar) na aprendizagem, responder a estímulos, apresentar idéias, questionar idéias e conceitos, seguir regras.adaptar-se, ajudar, apresentar, desempenhar, discutir, escrever, estudar, falar, responder, selecionar, etc.
avaliaçãoatribuir valores a fenômenos, objetos e comportamentos.aproximar, completar, convidar, demonstrar, diferenciar, dividir, explicar, iniciar, justificar propor etc.
organização (de valores)atribuir prioridades a valores, resolver conflitos entre valores, criar um sistema de valoresadaptar, alterar, combinar, comparar, completar, concordar, defender, explicar, formular, generalizar, identificar, integrar, inter-relacionar, modificar, ordenar, organizar, preparar, relacionar, sintetizar etc.
internalizaçãoadotar um sistema de valores, praticar esse sistemaagir, cooperar, desempenhar, generalizar, influenciar, integrar, modificar, ouvir, propor, questionar, resolver, revisar, ser ético, verificar etc.

A Área Psicomotora
Bloom e sua equipe nunca desenvolveram uma taxonomia para a área psicomotora mas outros especialistas o fizeram. Esse é o caso de A. Harrow, A. que, em 1972, propos uma taxonomia de 6 níveis: reflexos, movimentos básicos, habilidades de percepção, habilidades físicas, movimentos aperfeiçoados e comunicação não verbal.
A Revisão da Taxonomia
Em 2001, Anderson and Krathwohl publicaram um revisão da taxonomia de Bloom na qual foram combinados o tipo de conhecimento a ser adquirido (dimensão do conhecimento) e o processo utilizado para a aquisição desse conhecimento (dimensão do processo cognitivo).



Obs.: O link para ler o texto na íntegra é:
 http://www.dynamiclab.com/moodle/mod/forum/discuss.php?d=436
______________________________________________________
Professora: Alessandra Camargo
http://profaclemes.blogspot.com.br/

Vamos falar de Educação

Olá pessoal,

A partir dessa postagem iniciarei vários post sobre assuntos relacionados com Educação, Educação a distância e Tecnologia na Educação. Todas as fontes utilizadas estarão nitidamente indicadas. Serei construtora e multiplicadora de informações sobre essa áreas. Espero que esse espaço traga muitas contribuições para seus estudos e pesquisas.

Abraços a todos!!!


Créditos da imagem ao site: http://www.magiagifs.com.br/dolls/dollsdiferentespage01.htm